Mães orcas se sacrificam para garantir que seus filhos tenham uma vida boa.

Um novo estudo mostra que essas baleias preferem seus filhotes machos.

Reprodução: pixabay

Aparentemente, o instinto materno de cuidar dos filhos é um fenômeno que transcende espécies. Pesquisas revelam que as orcas mimam seus filhotes machos, assim como uma mãe humana faria. Um novo estudo publicado na revista Current Biology mostra como as mães de um grupo de orcas no Pacífico da América do Norte favorecem seus filhotes machos, em detrimento de si mesmas.

Sobre o estudo

Cientistas que estudavam um grupo de orcas na costa do Pacífico da América do Norte descobriram algo diferente sobre a estrutura familiar do grupo. De acordo com a Science News, os pesquisadores que observavam o grupo de baleias notaram que as fêmeas com filhotes machos compartilhavam sua comida – principalmente salmão – com seus filhos, mesmo depois que estes cresciam, mas não com suas filhas.

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Além disso, as orcas mães alimentam seus filhos machos em detrimento de sua própria fertilidade. A chance de uma mãe desmamar um filhote cai significativamente após o nascimento de um macho. Assim, a escolha da fêmea de continuar alimentando seus filhotes machos, mesmo na idade adulta, constitui um sacrifício significativo.

“As mães sacrificam sua própria comida e sua própria energia”, disse Darren Croft, ecologista comportamental da Universidade de Exeter, à BBC.

Vantagem Genética

De acordo com o Science News, uma das razões pelas quais as orcas podem fazer esse sacrifício é a vantagem genética que isso lhes proporciona. Pode-se pensar que um número menor de filhotes diminui a probabilidade de sua linhagem genética continuar. No entanto, os machos podem inseminar um grande número de fêmeas sem nenhuma desvantagem para si mesmos, enquanto a gestação das fêmeas dura 18 meses, reduzindo drasticamente o tempo disponível para transmitir seu próprio material genético, especialmente porque as orcas fêmeas são uma das únicas espécies no mundo, além dos humanos, a passar pela menopausa.

Reprodução: pexels

Os machos dão às suas mães muito mais netos do que as fêmeas, e quando a sobrevivência da espécie está em risco, isso pode fazer toda a diferença.

Croft disse à BBC: “Essas orcas residentes do sul estão em uma situação delicada e correm risco de extinção, então qualquer coisa que reduza a reprodução das fêmeas é uma preocupação para essa população.”

A preferência por um sexo em detrimento do outro é algo que a humanidade, felizmente, já superou. No entanto, o estudo das orcas e suas estruturas familiares pode fornecer aos cientistas algumas pistas sobre o que pode ter levado os ancestrais humanos a adotar estratégias como essas em momentos de pressão e estresse genético.

Este estudo é mais uma prova de que a humanidade tem muito a aprender com o mundo natural e da importância de preservá-lo.

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Fonte: Goodnet Foto: Pexels, Pixabay

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